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Luxação do Ombro (deslocamento)

  INTRODUÇÃO

Inicialmente precisamos defirir o termo "luxação". Este termo significa a perda da relação anatômica de uma articulação e é uma lesão grave. Muitas vezes é confundida com o termo "contusão". Então lembre-se, contusão é um trauma qualquer normalmente sem grandes problemas, já a luxação é uma patologia grave, de tratamento de urgência e muitas vezes pode trazer seqüelas à articulação.

A luxação do ombro é patologia dolorosa e incapacitante da articulação glenoumeral. A maioria dos deslocamentos são anteriores (para frente e para baixo), mas o ombro pode deslocar-se também posteriormente (para trás). O tipo específico de deslocamento é baseado na posição da cabeça do úmero em relação à glenóide no momento do diagnóstico.

Este guia vai ajudar você a entender

  • que partes do ombro estão envolvidas
  • como o problema se desenvolve
  • diagnóstico
  • quais as opções de tratamento disponíveis


Com uma luxação anterior, a cabeça do úmero é impulsionada do seu local normal, a cavidade glenóide, para uma região anterior fora da articulação. A cápsula articular é geralmente arrancada bem como parte do labrum e da margem óssea da cavidade glenóide.

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CAUSA

O ombro é uma articulação muito móvel e portanto mais vulnerável ao deslocamento comparado com as outras articulações. A cavidade glenóide é pequena em relação à cabeça do úmero. Músculos, ligamentos e a anatomia óssea do ombro trabalham juntos para manter a estabilidade e prevenir a luxação do ombro.  Luxação pode ocorrer quando qualquer uma dessas estruturas é ferida ou alterada.

Rupturas do manguito rotador são comumente associados àluxação do ombro. Podem ocorrer fraturas do úmero e danos a qualquer dos nervos (por exemplo, axilar e plexo braquial).

Movimentos em elevação, abdução e rotação externa são os mais comumente associados a luxação do ombro.

Uma vez que o ombro tenha sido deslocado a primeira vez, existe uma alta probabilidade (chance de 80-90% em alguns estudos) de uma nova luxação no ombro  (recidivante). A força da deslocação do primeiro episódio leva a uma flacidez dos tecidos moles que mantém a cabeça do úmero centrada.

A maior incidência de recorrência é de jovens (com idade inferior a 20-30 anos no momento da lesão). Sessenta por cento dos pacientes entre 20 e 40 anos terá luxação recidivante. Participação em atividades de esportes de contato aumenta o risco de recorrência. Depois de uma segunda luxação, a recorrência torna-se cada vez mais freqüente ocorrendo com menos força.

Sintomas

Geralmente ocorre após trauma ou esforço no ombro. O paciente apresenta dor extrema e incapacidade do ombro.


DIAGNÓSTICO

A história clínica e o exame físico são muitas vezes suficientes para o diagnóstico.

Exames de imagem como radiografias podem ser solicitadas para a confirmação do diagnóstico e para avaliar se não houve alguma fratura concomitante ao episódio de luxação.


Tratamento Conservador

A luxação de ombro é uma emergência clínica e deve ser prontamente tratada. Na grande maioria dos casos não é necessária cirurgia para reduzir a articulação (recolocar o ombro no lugar)
Manobras específicas são realizadas por um especialista e na grande maioria dos casos não é necessário cirurgia.

Após a articulação reduzida ("no lugar") orienta-se um período de imobilização provisória por cerca de 3 semanas dependendo do caso.

Após o período de cicatrização podemos encaminhar o paciente para reabilitação com fisioterapia. Esta tem a função de fortalecer a musculatura local para aumentar a estabilidade.

Tratamento Cirúrgico

Mesmo após uma reabilitação bem conduzida, muitos pacientes apresentam queixas de instabilidade (sentem-se inseguros em relação ao braço) ou podem apresentar repetidos episódios de luxação.
Isto ocorre devido uma lesão da região do labrum e cápsula e muitas vezes também associadas a lesões ósseas ca cavidade glenóide e da cabeça do úmero.

Esta patologia é chamada de LUXAÇÃO RECIDIVANTE.
(este assunto será melhor explicado no capítulo referente ao luxação recidivante)